Conferência no GODF com o tema “Maçonaria para as Novas Gerações: Construir juntos o Mundo de Amanhã”.

Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades”, Luís de Camões, os Lusíadas, Canto X).

Não há muito tempo, mais precisamente no dia 4 de Dezembro de 2024, foi alcançado um marco significativo no domínio da Maçonaria Liberal e Adogmática, com a criação da União Maçónica Liberal Internacional (UMLI), fundada por 9 obediências maçónicas, contando-se entre estas, a Grande Loja Simbólica de Portugal, assim como a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, aí tendo ficando decidido que seria criado um Comité de Pilotagem.

Esta iniciativa, desde a sua génese, teve sempre como critério norteador e eixo axiológico a necessidade de capacitar a maçonaria liberal para enfrentar desafios contemporâneos, abandonando a mera retórica, e substituindo-a pela resposta sobre desafios concretos.

Um dos grandes desafios a que se propôs a UMLI, tendo diagnosticado a existência transversal de uma média de idades envelhecida, foi precisamente, o de tornar a maçonaria liberal mais acolhedora, e até se diria útil para os jovens até aos 35 anos.

Para esse efeito, no pretérito dia 4 de julho de 2026, teve lugar no Grande Oriente de França uma conferência com o tema “Maçonaria para as Novas Gerações: Construir juntos o Mundo de Amanhã”.

No âmbito dessa conferência, os vários jovens maçons das obediências convidadas, contando-se entre estes um representante da Grande Loja Simbólica de Portugal, e uma representante da Grande Loja Simbólica da Lusitânia, foram convidados a apresentar as suas reflexões e propostas de ideias sobre um núcleo essencial de 4 temas: Fazer da Loja uma Ágora do Futuro, Unir Tradição e Inovação, Construir uma Academia Maçónica Planetária e Levar a Luz ao Mundo Digital.

Dessas reflexões, após intenso mas salutar debate, saiu fortalecida a necessidade de abrir os horizontes maçónicos ao mundo digital, mas mantendo sempre o respeito pela tradição, nunca olvidando que uma tradição que se mantém sempre num porto seguro e que recusa lançar vela e lançar-se sobre o mar por medo das tempestades que poderão advir, corre o verdadeiro risco de atentar contra a sua própria preservação, toda a inovação nascendo de um compromisso duradouro entre as instituições, tradições e estruturas que nos trouxeram até aqui e a coragem de querer mais, da ousadia de buscar novos horizontes, e acompanhar o desenvolvimento do Mundo não podendo a maçonaria liberal senão manter-se parte ativa e indispensável nessa tarefa valendo a pena ecoar as palavras do imortal professor e filósofo português Agostinho da Silva que um dia escreveu: “ A tradição não é para conservar as cinzas mas para transmitir a chama” e “ a fidelidade à tradição exige criatividade e liberdade, e não repetição”.

Por fim, não menos importante, importa relevar que nesta ocasião, foram firmadas e entregues as Cartas de Aliança, destinadas exclusivamente às 9 (nove) obediências membros do Comité de Pilotagem Da União Maçónica Liberal Internacional (UMLI), entre elas a Grande Loja Simbólica de Portugal, assim como a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, assim se reforçando e fortificando uma relação de cooperação e amizade entre estas, bem como o seu compromisso comum, indelével e irrevogável na defesa da liberdade de consciência, humanismo, e fraternidade de uma maçonaria unida e pronta para responder, participar, e ser condição indispensável na construção deste mundo novo.

Este texto não foi inscrito com recurso a IA.

Ricardo Moniz

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