A Grande Loja Simbólica de Portugal recebeu autorização formal do Grande Oriente de França para utilizar o seu selo e logótipo nos documentos e suportes institucionais abrangidos pela convenção celebrada entre as duas Obediências.
Esta autorização possui um significado que ultrapassa largamente a dimensão gráfica ou protocolar. O selo de uma Obediência com a história, a projeção internacional e a autoridade moral do Grande Oriente de França constitui um símbolo protegido da sua identidade. A autorização para a sua utilização representa, por isso, uma manifestação inequívoca de confiança, reconhecimento e proximidade institucional.
Ao permitir que o seu logótipo figure nos suportes institucionais da Grande Loja Simbólica de Portugal, o Grande Oriente de França reconhece na GLSP um parceiro privilegiado no espaço maçónico português, com o qual partilha uma visão humanista, liberal e adogmática da Maçonaria, fundada na liberdade absoluta de consciência, na defesa da dignidade humana, na democracia, na laicidade e na construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Uma ligação institucional profunda em Portugal
A presença conjunta dos símbolos das duas Obediências traduz a existência de uma relação construída ao longo dos anos, sustentada pela confiança recíproca, pela cooperação ritualística, pela participação em iniciativas internacionais e por uma convergência firme em torno dos grandes valores universais da Maçonaria.
Esta autorização torna visível, em Portugal, a profunda ligação institucional existente entre a Grande Loja Simbólica de Portugal e o Grande Oriente de França. A GLSP afirma-se, assim, como uma das Obediências portuguesas mais próximas desta histórica instituição maçónica francesa e como uma interlocutora de referência para o desenvolvimento da Maçonaria liberal e adogmática no nosso país.
Não se trata de uma relação de dependência ou de tutela. A Grande Loja Simbólica de Portugal mantém integralmente a sua soberania, independência e identidade próprias. É precisamente porque se estabelece entre duas Obediências livres e soberanas que esta autorização assume maior relevância: representa uma união consciente, fundada no respeito mútuo e numa visão comum da Maçonaria e do mundo.
A utilização do selo do Grande Oriente de França inscreve-se num percurso mais amplo de aprofundamento das relações bilaterais, que inclui a cooperação institucional, a partilha ritualística, a presença nos respetivos Convents, a participação na União Maçónica Liberal Internacional e a assinatura da Carta de Aliança entre um grupo restrito de Obediências liberais.
Um símbolo que implica responsabilidade
A autorização para utilizar o logótipo do Grande Oriente de França constitui simultaneamente uma honra e uma responsabilidade. A sua presença nos documentos da Grande Loja Simbólica de Portugal exige rigor, dignidade e respeito pelas condições estabelecidas, porque cada utilização associa publicamente as duas instituições e os valores que ambas representam.
Mais do que colocar dois símbolos lado a lado, esta autorização expressa a vontade de caminhar em conjunto. Torna visível uma relação fraternal que adquiriu verdadeira consistência institucional e projeta, no espaço maçónico português, os princípios de uma Maçonaria livre, humanista, universalista, solidária, liberal e adogmática.
O selo do Grande Oriente de França nos suportes da Grande Loja Simbólica de Portugal é, por isso, muito mais do que um logótipo: é o selo de uma confiança, o reconhecimento de uma história comum em construção e a afirmação pública de uma profunda ligação institucional entre França e Portugal.

